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By Roberto Sampaio | Roda do Darma
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Como Lidar Com A Solidão Em Tempos De Histeria E Tédio Ou Como Usar A Meditação Para Plenitude?
E qual é o tema? O tema é justamente solidão. Ora, vamos observar com cuidado, pessoal. A gente está em tempos onde existe uma queixa constante e não é o preço das coisas.
É simplesmente uma sensação de uma tristeza que a pessoa não sabe dizer de onde vem. Ou simplesmente uma solidão que a pessoa também não sabe dizer de onde é que ela vem.
Então, a pessoa diz, eu estou sozinho, eu estou só, mesmo estando acompanhado de pessoas.

Como lidar com a culpa sem ter mais culpa? Uma visão da psicologia budista
É ruim se sentir culpado?
Em geral, contamos nossas histórias a partir de nossos fracassos e conquistas. No aspecto mais profundo, temos ambiguidades na descrição causal.
A linguagem tem suas limitações. As pessoas se movem pelo emocional e usam o racional para ancorar a energia em busca de um resultado.
A culpa mais profunda, a falsa sensação de estar sob controle da bolha prometida, vem desse engano sobre o eu, sobre quem somos.

Como Pacificar Um Relacionamento Difícil?
Não basta mudar fora... Para pacificar um relacionamento, nós olhamos para dentro e buscamos aquilo que nunca muda em nós.

No Caminho É Assim... O pneu da prática vai estourar. E como faz?
A gente tem essa sensação de que a gente gostaria de ser amparado pelas pessoas. Ainda que, no fundo, a gente tenha um orgulho de se definir como sendo alguém que conquistou algo sozinho. É paradoxal, mas é assim que funciona.
Então, quando a pessoa chega, ela se sente sozinha, porque ela olha ao redor e, de alguma forma, ela gerou algum mérito, sabe? Então, o mérito vai proteger a pessoa dela ser arrastada, de modo automático, pelo samsara. Como vocês vão ver, as pessoas dizendo fórmulas de felicidade, decretando as fórmulas de felicidade, e vocês vão olhar para o lado e vão dizer
Espera aí, não é bem assim, não. Não é bem assim que as coisas funcionam.
Então, esse é o mérito. O mérito permite você olhar para a situação e você não ser arrastado pela situação. Quando você está olhando para isso, você agora vai buscar o caminho, porque você quer, então, fazer algo que esteja de acordo com para onde esse mérito está apontando.
Então, por exemplo, a pessoa dá uma olhada ao redor e ela diz As pessoas estão me dizendo algo que nem elas mesmas fazem e elas não conseguem sair desse movimento. Elas buscam a felicidade e desejam evitar o sofrimento, e nessa busca da felicidade e desejo de evitar o sofrimento, elas caem de novo em mais sofrimento. Então, ela agora se dá conta de que ela tem um caminho.
Quando ela começa o caminho, ela agora vai dizer assim Tem uma coisa que é o samsara e tem uma coisa muito especial que é o caminho. E as pessoas ao redor estão no samsara, menos eu. E aí, ela agora vai se sentir sozinha de novo, porque ela vai querer estar perto de pessoas que estão querendo a mesma busca que ela.
Deu pra sacar? Aí ela vai em busca dessas mesmas pessoas que estão fazendo a mesma busca que ela, só que ela tem expectativas muito elevadas sobre essas pessoas, expectativas que nem ela mesma é capaz de produzir, mas ela projeta isso nos outros. Uma espécie de perfeição. Aí, logo em seguida, o que vem? A pessoa se dá conta de que ela precisa praticar.
Quando ela pratica, ela tem uma sensação agora de que ela está fazendo tudo certo. Ela começa a melhorar a vida dela, ela começa a fazer as práticas, ela começa a entender as emoções dela, ela começa a entender meditação, ela começa a fazer as coisas andarem. Aí, ela vai se sentir sozinha de novo, porque quando ela começa a andar, justamente porque ela está fazendo as coisas certas, ela vai ter a sensação de que as coisas pioraram.
Isso não é paradoxal? Não é interessante isso? Justamente porque ela está fazendo tudo certo, ela tem a sensação de que as coisas pioraram.
Porque ela começa a se dar conta de regiões internas, de regiões sutis que ela não estava percebendo antes.
E aquilo, ela começa a dragar o samsara pelo avesso.
O refúgio, ele começa como externo, Buda, Dharma e Sanga.
Depois, ele começa a culminar para o Lama ou seu professor, um professor autêntico, Prajnaparamita, e a questão da motivação, que é a Boritita. E, por fim, esse refúgio, ele vem pela natureza da mente. Ela está plena, ela está confiante que é a natureza da mente que é o verdadeiro refúgio.
Aí, naturalmente, isso leva tempo para perceber isso. Então, é importante isso, pessoal, que a pessoa entenda que ela começa sozinha, meio que com uma desconfiança de que o mundo ao redor não é bem como disseram para ela, e depois ela começa a avançar, ela vai se sentir sozinha de novo. Então, é importante ela ter as pessoas que ela vai poder contar, sabe? Porque, como se fosse assim, você vai...
É isso, você vai andar com o carro e, em algum momento, o pneu vai estourar. Aí, é melhor você aprender a trocar o pneu antes, ou melhor, é melhor você ter alguém para contar, para chamar o reboque, ou você descobrir na hora do aperto o que precisa de um reboque. Entende? Então, é bom a gente começar a pensar nisso.
O mundo, ele é surpreendente.

Por que ser bonzinho ou estúpido não vai te ajudar no caminho, ou como os centros de Darma vão te ajudar na transformação.
Pergunta interessante sobre a função de centros de Dharma.
Então, o que acontece? Originalmente, os centros de Dharma eram locais que surgem na época do Buda, do Buda histórico, Buda Shakyamuni.
Então, o Buda mesmo, ele era um andarilho, ele não tinha uma residência, quando ele atingiu a iluminação.
Só que, o que acontece? Na época do Buda, o Buda, ele passou um tempo morando em Pernambuco, aí ele viu que tinha a questão das chuvas. Então, quando chove em Pernambuco, você não faz mais nada da vida.
Aí, voltando à parte séria, o que aconteceu?
Na época das chuvas, os praticantes, eles não conseguiam andar para fazer a medicância, para fazer as práticas.
Então, eles começavam a se reunir, para ficar em retiro, na presença do Buda, durante o período de três a quatro meses, que é mais ou menos o período de inverno deles, na época.
Entendeu? Aí, o pessoal disse, pô, tem que reunir o pessoal, eles vão ter que dormir, eles vão ter que se alimentar, e por aí vai. Daí, começou a surgir a noção, então, de sanga.
Mas a sanga, ela se reunia durante o período de chuvas, e depois, cada um ia para o mundo, andar.
Aí, vocês imaginam como deveria ser difícil naquela época, não é? Não tinha Uber, não tinha metrô em São Paulo, não é? E assim, teve esse aspecto mágico. Tanto é que isso também, não é o tema de agora, mas isso também fez com que o Budismo pudesse chegar em outros lugares, porque o Budismo surge de forma descentralizada.
Aí, o que aconteceu, pessoal? Durante o passado dos anos, esses alunos originais do Buda, eles foram indo para outros lugares, fora da Índia, não é? Então, eles começam a andar, e começam a ter os desafios da cultura em que eles estão. Aí, começam a surgir os Centros de Dharma.
Esses Centros de Dharma surgem, literalmente, para ajudar as pessoas a terem uma rotina, a terem acesso com os ensinamentos autênticos, tem a linhagem que preserva os ensinamentos que vão ser colocados ali nos templos e Centros de Dharma, a ter uma alimentação saudável, a ter um contato com a natureza.
Você pode ver, os principais Centros de Dharma são afastados, eles são em locais onde você tem contato com a natureza direto, justamente porque você se pacifica de modo natural.
Eu lembro que a primeira coisa que aconteceu comigo, quando eu vim para o interior de São Paulo, foi uma dificuldade de aceitar que as coisas não eram tão aceleradas quanto na capital, entende? E aí, basicamente, a função de um Centro de Dharma é te ajudar a praticar o Dharma, a estudar os ensinamentos, a ter contato com professores para poder te auxiliar a fazer retiros, e isso vai se misturando.
Então, é importante a gente olhar para isso, porque em alguns locais, principalmente no Ocidente, as pessoas estão deixando isso de lado para simplesmente formarem clubes, por amizade, por gostar ou não gostar.
Só que aí, pessoal, a função do Centro de Dharma vai perdendo valor se isso acontece.
Por exemplo, uma das minhas maiores alegrias como professor, como amigo do Dharma, foi ter conseguido reunir muitas pessoas para poder fazer retiro e estar na presença de uma professora, que é a Lama Santa.
Porque eu sei que é difícil ter agenda, é difícil conviver, é difícil se deslocar e por aí vai, entende? E aí é importante que a gente entenda o quão raro é ter um Centro de Dharma e que a gente também pratique.
Vou ficar devendo o nome do mestre, mas tem um mestre que dizia até que um Centro de Dharma, ele deveria ser feito com palhas, com bambu e palhas.
Porque se a prática da pessoa estiver capenga, se ela não estiver em ordem, é natural que esse Centro de Dharma entre em colapso. Porque o ponto central do Centro de Dharma não é você virar um praticante que fica 24 horas dentro de um Centro de Dharma.
O ponto principal do Centro de Dharma é te ajudar com os melhores recursos possíveis para você retornar à condição de lucidez.
Esse é o ponto.

É por isso que é perda de tempo quantificar a meditação.
Tem uma coisa comum de acontecer quando a pessoa entra nessa questão do caminho, essa questão de transformação interior.
A pessoa traz o hábito de uma mente industrial. Então o que acontece?
Ela tem a sensação de que o avanço dela é um avanço quantitativo, como se fosse uma academia, onde ela vai dizer assim, eu tenho três repetições, vou fazer aqui quatro séries supino reto, e daqui a alguns meses, três meses mais ou menos, dois meses, eu vou ter um resultado visível.
Eu sinto linformar, mas não é assim que funciona. Não é um resultado quantitativo, é um resultado qualitativo, é uma qualidade na experiência que muda. Deu para sacar?
É mais ou menos assim, você vai usar um pouco dessa questão da rotina e da disciplina, certo? Por quê? Porque sem isso, você vai ficar preso nos desejos.
Ou seja, você precisa ter uma ordem, caso contrário, você vai se perder dentro dos próprios desejos, certo? Desejos e apegos.
Então é importante que você comece a botar lá na sua agenda que você vai colocar duas vezes por semana que você vai fazer meditação de dez minutos, por exemplo.
Eu coloco uma meta baixa, porque eu sei que é possível você meditar duas vezes por semana, dez minutos.O ego não quer isso.
O ego quer uma coisa assim. Nossa, eu quero uma coisa extraordinária para postar no meu Instagram que eu consigo meditar todo dia.Isso aí é faixa branca e faixa azul que pensa assim.
No longo prazo, o que você precisa entender é que você vai ter uma mudança na qualidade da experiência e você não vai ser avisado por isso.
Você não vai receber um e-mail, você não vai receber um WhatsApp.
Entende?
Então, esquece isso de ficar um pouco ansioso em querer ver um resultado logo da meditação. Certo? Porque não é uma coisa quantitativa.
Eu estou aqui acumulando mil horas de meditação.Que bom, mas o que é que você está chamando de meditação?
Você conseguiu transformar o coração de raiva, rancor e sentimento em amor, alegria, felicidade e assim por diante. Entende? Isso não vem por uma questão quantitativa, porque não é na base da força.
É na base do soltar.Justamente porque você solta os apegos, os desejos, etc., você começa a ver as qualidades de sabedoria que você já tem. Por exemplo, vamos supor que você tem um filho.
Então, é muito interessante você ir para um parque, um parquinho, e você vê que os filhos ao redor estão chamando papai e mamãe, mas quando o seu filho ou a sua filha fala papai, alguma coisa acontece dentro.Surge a energia de apego.
E se o seu filho se lasca, você imediatamente se levanta para ir lá. Você gostaria que aquela dor viesse para você, e que ele possa escapar daquilo o mais rápido possível, com paixão e amor.
Não é isso? Pois é, mas se é o filho do vizinho do lado, e ele está com a camisa de Santa Cruz, para quem não sabe, eu torço para o esporte, que o Santa Cruz é o principal rival, aí eu digo, ah não, está com a camisa de Santa Cruz, eu não vou ajudar. Então, eu fico elegendo barreiras. Essas barreiras, a maioria das pessoas nem tem consciência de que são os doze elos, o efeito kármico.
E aí eu começo a simplesmente relaxar disso aí, e começo a ver o efeito qualitativo na minha experiência diária. Não é pelo esforço, é pelo relaxamento.
E naturalmente as práticas de meditação vão se tornando mais refinadas, porque como a qualidade da experiência mudou, você precisa ter novas formas e novas ferramentas de lidar.

O Que Fazer Quando Surge Sono Ou Agitação Durante A Meditação?
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Recebi um diagnóstico de ansiedade. Como me transformar?
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Como não perder tempo no caminho espiritual?
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Usando o desejo de forma elevada. A diferença entre a bodicita da aspiração e da ação.
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De que forma a falta de compaixão pode afetar a saúde mental?
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Como Parar De Sentir Desejo Por Uma Pessoa? O Que O Budismo Fala Sobre Relacionamentos Saudáveis.
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Qual a diferença entre pena e compaixão, na prática? Por Roda do Darma
O que realmente acontece quando a gente olha para realidade a partir da Pena ou da Compaixão? Entender isso faz toda a diferença pra quem está cansado de histórias desconexas sobre como a vida deveria ser... Vamos olhar para isso?

Como lidar com o apego em um relacionamento? Por Roda do Darma, Roberto Sampaio.
"Isso é meu, isso sou eu!" Muitas vezes tomamos como segurança as pessoas, as situações, os lugares, as circunstâncias... Apontamos o dedo para fora e esquecemos de olhar o que se move dentro de nós.
É assim que esquecemos do apego e acabamos refém das nossas próprias criações.
Nesse episódio, falaremos sobre meditação, compaixão, imepermanência, das bolhas, das qualidades de sabedoria e como usar o apego como caminho na jornada da lucidez interior.

Como fazer para motivação não se transformar em frustração durante as dificuldades no caminho?
Quando temos consciência das motivações do samsara (desejo e apego), entendemos que isso é algo muito pequeno diante de como a mente em sua vastidão de sabedodoria opera.
Sendo assim, como saber transformar a frustração em sabedoria e compaixão, sem parecer estar se sabotando?
Confira nesse episódio!

Precisamos Falar O Óbvio Sobre Relacionamentos | Roberto Sampaio, da Roda do Darma
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O que nos faz sofrer? As 10 ações Não-Virtuosas: o corpo, a fala e a mente negativas | Roda do Darma
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LUCIDEZ QUE TRANSFORMA: 4 FORMAS DE USAR AS RELAÇÔES COMO CAMINHO | Roberto Sampaio - Roda do Darma
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COMO TIRAR A MENTE DA POSIÇÃO DE QUEIXA, VITIMISMO E COBRANÇA? | Roberto Sampaio - Roda do Darma
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A dança do desapego - Ação diária sem egoísmo
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O que podemos descobrir e praticar com a imagem do Buda Shakiamuni?
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EXISTE ALGUMA ORAÇÃO OU PRÁTICA PARA O BENEFÍCIO DOS FALECIDOS NO BUDISMO?
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Méritos e sua importância para o budismo.
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Aceitação e sabedoria: a chave do budismo para lidar com o envelhecimento.
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Relaxar e agir: como aplicar a lucidez no cotidiano?
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Os 12 elos da roda da vida: como superar os problemas pessoais com a psicologia budista
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Reencarnação e transmigração: diferenças no budismo
Budismo e vida cotidiana.

Além da crença e do cinismo: a iluminação é apenas um mito?
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QUAL A DIFERENÇA ENTRE O SUTRA E O TANTRA?
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O Buda é um deus? Ele disse que a vida é sofrimento? 5 mitos sobre o Buda
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COMO PRATICAR O CORAÇÃO DESPERTO (BODICITA) NO COTIDIANO?
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QUAIS SÃO OS DEGRAUS DE COMPAIXÃO NO BUDISMO?
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O QUE SÃO E PARA QUE SERVEM OS 12 ELOS DA ORIGEM DEPENDENTE (RODA DA VIDA)?
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Como o budismo enxerga o significado da fé?
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Como as preces e orações funcionam no budismo?
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Segundo o budismo, o eu existe?
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Bodicita: a descoberta de um coração sem medo
O autoengano nos induz à auto importância e voltamos a atenção apenas para nós mesmos, sem notarmos as consequências e o impacto das nossas ações.
Nas bolhas, achamos que a vida é uma fantasia, somos os atores principais e outros são coadjuvantes dentro do nosso enredo. Isso é o resultado denso de obscurecimentos mentais, dentro daquilo que chamamos de samsara.
O desenvolvimento das qualidades iluminadas da mente se apoiam nos métodos e ferramentas que culminam na descoberta de um coração sem medo: a bodicita.
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Jana-Marana | 12° elo - Crise, decepção, morte e liberação
Jana-Marana é o 12° elo da Roda da vida. É simbolizado por uma pessoa deitada em uma maca em processo de morte, representa também a decrepitude do corpo, a doença, o luto, as lamentações e as crises em geral. É quando a identidade entra em colapso.
O 12° elo é onde o drama da identidade acontece. É quando aparentamos ficar sem chão, quando a nossa segurança é sacudida pela impermanência da realidade.
Na raiz da questão, o que é a experiência de 12° elo? Não é apenas quando morremos fisicamente, mas quando não conseguimos mais obter o resultado desejado a partir das bolhas.
Inconscientes de estarmos fixados nas bolhas, sustentamos uma fixação. Simplificamos como "apego", descritos no 9° elo e claro, os elos anteriores.
Temos os 3 tipos de sofrimento e um deles, em especial, é o sofrimento totalmente pervasivo. Nós deixamos de repousar na realidade de forma mais ampla pois estamos fixados aos estados mentais flutuantes, as marcas mentais, que por sua vez, tem sua origem na ignorância, avidya, que oculta e obscurece a nossa liberdade natural, o céu da mente.
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Jeti | 11° elo - Eu e o outro: cada um na sua bolha de realidade
Na imagem da Roda da vida, Jeti é representada pelo nascimento de um bebê. Representa a nossa atividade incessante, as urgências, as identidades querendo resolver, controlar ou manobrar a realidade como sendo externa e separada da mente.
Uma pessoa é igual às possibilidades de fixação e mais a sua liberdade original. Uma vez que purificamos os obscurecimento mentais, o que resta? A liberdade original.
Todos os 6 reinos têm um jargão sobre o seu estilo de emoldurar a realidade. Deveríamos desconfiar de que esse movimento não é uma boa fonte de segurança. Isso também explica a nossa sisudez com os crachás das identidades, os rótulos e assim por diante.

Bhava | 10° Elo - Eu, o outro, os problemas e a solidez das identidades
Bhava é aprisionar as identidades em nós, isso é o 10° elo da roda da vida. Significa que a identidade e o mundo surgem coemergentes, como delusão e são funcionais, causais, como se a bolha de realidade fosse a descrição mais elevada da própria pessoa no espaço e tempo em vez da liberdade natural.
Ao operar o 9° elo e aspirar estabilizá-lo como uma identidade (10°elo), queremos obter e repetir o mecanismo de apego. Significa delimitar a mente como sujeito e objeto, como uma realidade externa. Temos uma certeza de saber operar no mundo com certezas e convicções sobre si e os outros.
Na visão de Prajnaparamita, nós não somos as identidades e sim, seus criadores.
O Buda mostra nos ensinamentos que uma vez fixados à ignorância sobre nossa natureza, avidya, nos induz a sustentarmos uma visão estreita de realidade. Deixamos de lado a realidade tal como ela é, fazemos vista grossa para a impermanência, por exemplo.
Ao recuperarmos a lucidez, o samsara perde seu encanto
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Upadana | 9° elo - Apego e as estratégias de fuga da realidade
Apego é Upadana, é o 9º elo da Roda da vida. É representado por uma pessoa colhendo frutos em uma árvore, cujo tronco está cortado e prestes a cair devido a impermanência. A pessoa simboliza um ser senciente com uma mente ancorada pelos sentidos físicos e obtendo os resultados desejados e evitando os indesejados.
Geralmente, a primeira opção que decidimos sobre como viver a nossa vida é uma falta de clareza sobre nosso movimento, é apenas uma ação reativa, responsiva.
Quando percebermos que estamos tensos, tenhamos certeza que enroscamos em Upadana. Quando um padrão cármico surge, nós não vemos aquilo como uma visão estreita, apenas reagimos.
A tragédia é porque a pessoa obtém o que deseja, ela se reduz a um ser que tem habilidades de um certo jeito e não de outro, e consegue repetir resultados em uma certa configuração. Em seguida, ela irá se descrever e ao mundo, como: “eu sei como as coisas funcionam pois tenho tais habilidades!”.
Ignoramos a impermanência, o sofrimento e as consequências cármicas de nossas próprias ações. Como estamos com a mente ocupada em desejo e apego, não damos espaço para compaixão surgir como uma experiência viva em nós.

Trishna | 8° elo - Uma colheita frustrada do desejo
No 8° elo, Trishna em sânscrito, o desejo surge em nossa mente como se fosse um filtro de realidade. Chegamos no desejo por Vedana, 7° elo, gostar ou não gostar. Ou seja, já temos 7 elos anteriores todos enraizados em avidya, e a questão é se temos ou não fixação a essa forma de operar a mente.
No 8° elo, o desejo será a base onde iremos potencializar outras novas experiências de realidade de modo condicionado a olhos, ouvidos, nariz, língua, tato e mente dualista.
Se formos questionados sobre o porquê das nossas ações de corpo, fala e mente, o nosso impulso será justificar: “porque eu gosto ou não gosto”. Usamos o 7° elo como defesa da bolha e da identidade.
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Vedana | 7º elo - Uma cegueira funcional: gostar ou não gostar
A experiência de gostar ou não gosto não nos define, vedana não tem esse poder. Temos: “eu vi, eu ouvi, eu cheirei, eu degustei e eu toquei.” Quando estamos no 7.º elo, já se passaram 6 mecanismos de fixação anteriores, todos condicionados ao estreitamento da visão, a avidya. Nós somos a natureza livre que sustenta esse movimento mas não se confunde quanto a sua essência.
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Sparsha | 6° elo - A mente inquieta em contato com o mundo
Sparsha é o 6° elo da Roda da vida. É representado por um casal de namorados ou por uma criança no seio de uma mãe. Simboliza o contato com a experiência externa, esse é o 6° elo.
Uma vez que estabelecemos contato com o aspecto grosseiro, temos uma base para justificar o aspecto grosseiro. Essa base veio de onde? dos 5 elos anteriores.
Já não basta justificar com uma fala, ideia, pensamento ou emoção que o externo surge como separado de mim, temos energia junto e teimosia mental também.
Meditar ajuda, mas tem que contemplar.
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Shadayatana | 5° elo - A mente e as janelas da percepção
Agora, a mente inquieta de macaquinho está presa em uma casa assombrada pela delusão. Shadayatana é ilustrada por uma casa de 6 janelas: a mente e os 5 sentidos físicos: olhos, ouvidos, nariz, língua, tato e a mente abstrata.
Meditar ajuda, mas tem que contemplar.
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Nama-rupa | 4° elo - A mente que busca permanência
O 4° elo é nama-rupa, significa Nome e forma. É simbolizado por duas pessoas em um barco, vagueando em um rio, em movimento, temos uma mente em busca de permanência dessa experiência. Por exemplo, temos a mente do jogador de xadrez, e agora eu vou delimitar um quadrado com madeira e quadrados brancos e negros, depois, vamos posicionar uma peça dentro de um jogo de tabuleiro. Elas tem um script. Surge um universo cheio de condicionantes e condicionamentos. Na verdade, só há peças de madeira e podemos soltar e ver isso de modo direto, com liberdade diante das fixações.
Meditar ajuda, mas tem que contemplar.
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